sábado, 21 de março de 2009

XI





No raiar do sol,

Envergonhado numa

Tarde de Inverno,

Vejo-te Musa,

Com tua veste

De branco invernal

Que repousa em teus montes,

Suave e perfumada,

De aroma fresco e jovial,

De natureza imaculada,


De canto, de virginal

Melodia, dolente e

Branda,


Como cântico angelical,

(OM silencioso, profundo)

Como o ressoar das

Lágrimas

Correndo

Teu rosto


Oh virginal, estrellada

Musa

Que do branco fazes

Tua pele,

Do teu leito, água,

Do teu aroma, Mel…

No opúsculo do dia

Finalizo o meu

Andar,

Respirar,

Viver,

Sonhar,


Ao cântico do luar,

Espera-me o entardecer,

Mágico d´um lugar


D´um Bosque Sagrado

Onde reina o mar,

Saltando no intervalo

Das pedras,


Onde reina a doce

Água d´um luar

Magnético,

Energizante,

Perfeito

E reconfortante na

Hora da despedida.


Ao opúsculo deito-me

Na pedra,

Dura,

Quase imutável

Mas moldada pela vida.


Ao cântico assombroso

Do silêncio fecundo

Nasce o dia que é noite


Nasce a luz (in)visível

Aos olhos do mundo.


No verde campo

Pedroso

Onde reina o musgo,

O silêncio húmido


Nasce uma semente

Semeada pelo Amor

De LUG.


/|\


Bos Sacrum, 15 de Fevereiro de 2009


Sem comentários:

Enviar um comentário