sábado, 21 de março de 2009

VII - Panteão dos Deuses




No Panteão dos Deuses

Lusos,

Vive no cimo Lug,

O Deus vivo,

Renascendo do Mundo

O lugar sagrado

Do mito,

Da herança atlântica,

Para além do

Mar,

Para além do sonho,

Mar tranquilo e desperto

Que alcança o mundo.


Na companhia misteriosa

De dois seres,

Parados e desconhecidos,

Vive a casualidade

A sombra reflectida do sol,

A fonte da vida,


Ergue-se entre nós o sorriso,

E do sorriso o riso,

E do riso o amor,

Amor ao natural, imortal,

Intemporal, que habita em

Nós, míseros mortais,

De imortal alma,


A calma reina em nós e sobrevive

No cume do amor,

No ápice vegetativo

Que a vida não-animal

Nos dá.


O mineral transmuta-se,

O mortal renasce

Na vida,

No amor,

Na eterna melodia.



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